sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Assembleia Geral Ordinária (Edital de Convocação Nº 006/2014)

A Coordenação Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no uso de suas atribuições;

Resolve:

Convocar todos os trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 27 de novembro de 2014, às 09h, na sede do SISTA/MS, para deliberarem sobre a seguinte pauta:

  1. Informes Locais e Nacionais;
  2. Avaliação de Conjuntura;
  3. Escolha de Delegados para a Plenária da FASUBRA e;
  4. Outros Assuntos.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SOBRE O 20 DE NOVEMBRO – O que temos a comemorar?

Por Celia Regina do Carmo [1]

Quando o SISTA me procurou confesso que me perguntei: do que falar? E o que tenho a comemorar?

Nesses últimos meses, com eleições e copa mundial de futebol, fiquei pensando o quanto de importância a mídia deu para tais questões como racismo, violência, xenofobia, etc. Nada ou quase isso. Se bem que as grandes corporações informativas não se preocupam com tal.

Corre que o respeito é coisa que anda desarticulada do convívio popular em nossos dias e pensar que poderia falar sobre tanta coisa, mas como tempo urge devo focar em algo. Isso posto, elejo uma temática: porque só falamos sobre determinadas questões no dia 13 de maio ou no dia 20 de novembro?

Sabemos que o 13 de maio foi um engodo que historicamente foi contado socialmente para demonstrar a bondade de nossos governantes à época. Aprendemos nos bancos escolares que o 13 de maio foi determinante para a libertação de todo um povo, mas como falar em liberdade quando as pessoas que vivenciaram essa situação foram simplesmente jogas ao léu. Com a libertação começa-se a formação de uma classe social ainda mais espoliada do que a dos pobres da época. Pessoas que não tinham onde morar nem como se sustentar. Os demais brasileiros não contratavam seus serviços, preferindo a mão de obra de estrangeiros que adentravam o país em busca de melhores condições de vida.

A dimensão que tenho desse feito, o 13 de maio, é de que hoje a pobreza tem cor!

Agora chegando ao 20 de novembro temo em dizer que embora as políticas reparadoras desenvolvidas nos últimos 12 anos tenham melhorado a qualidade de vida da população negra no nosso país, há muito que fazer. A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica desenvolvem programas e ações de combate a discriminação, porém nem sempre essas ações alcançam todas as esferas do poder público.

É notório o extermínio de jovens negros e negras nas periferias das grandes cidades, sem falar no gritante apelo de uma mídia ultrapassada que tenta induzir os/as cidadãos/cidadãs a fazerem justiça com as próprias mãos contra uma parcela que vive a margem da nossa sociedade. Agora pergunto qual é a cor dessa parcela da sociedade? Obviamente de predominância negra.

Então como tentar melhorar essas relações étnicas ou etnicorraciais?

Hoje, além da parte técnica com que trabalho na UFMS, também desenvolvo pesquisas em Comunidades Quilombolas e atuo na Formação Continuada de Professores na Temática Educação para as Relações Etnicorraciais.

Na pesquisa tento melhorar meus conhecimentos sobre a constituição dessas Comunidades, através de suas lutas, que em alguns momentos ainda são necessárias, para a permanência na terra.

Na formação continuada tento socializar com os cursistas essas experiências de pesquisa e de como podemos inserir conteúdos relacionados com a diversidade étnica e o combate a discriminação que temos em nosso país nos conteúdos curriculares das escolas.

Parto do princípio que todos somos preconceituosos, em graus diferentes, mas diante do que se apresenta socialmente o fortalecimento de nossas diversas identidades só pode ser adquirido com a demonstração de respeito ao próximo em todos os níveis de vivência.

Então sinto que ainda não temos nada a comemorar e como significado desse e de outros 20 de novembro temos muito que lutar para diminuir as desigualdades e os preconceitos, até mesmo os nossos.


[1] Graduada em Pedagogia e Técnica Administrativa da CED/PREG/UFMS

Trabalho de formação continuada contra o racismo

A trabalhadora técnica administrativa em educação Célia Regina do Carmo realiza um importante trabalho contra o racismo e o preconceito de cor. Graduada  em Pedagogia, ela desenvolve um programa de formação continuada junto a professores, mostrando que a luta pela inclusão do negro deve ser uma disciplina diária nas salas de aula ou fora dela.

Célia Regina do Carmo

O maior exemplo da realidade enfrentada pelos negros são os indicadores, que mostram uma diferença brutal de oportunidades entre negros e brancos, tanto no mercado de trabalho e em outras áreas, como o acesso à educação superior.

O mapa da violência também retrata um quadro triste, pois cerca de 70% dos homicídios são de negros e  eles também  é a maioria nas favelas e presídios, entre outros números degradantes.

Dia da Consciência Negra

No dia 20 de novembro instituiu-se o Dia da Consciência Negra. Durante quase 400 anos nosso país teve a escravidão como forma de sustentação da base econômica de nossa sociedade. Este período de cegueira desencadeou uma estrutura social fortemente marcada pelo preconceito. Apesar disto, a construção de nosso país teve deste povo uma contribuição fundamental para os valores culturais, políticos, sociais e religiosos.

Esta data é uma oportunidade para cada um avaliar, dentro de si, se ainda tem algum tipo de discriminação e buscar elevar o grau de consciência para se livrar desta forma de escravidão chamada preconceito, que muitas vezes colocamos dentro de nós sem questiona-lo. Recordando que todo dia é dia de consciência.

sábado, 15 de novembro de 2014

Trabalhadores da UFMS vestem a camisa contra o câncer de próstata

Além da luta incessante por melhores condições de trabalho e salário, o SISTA também entra em campo pela saúde. Com o tema “Um toque pela vida e um drible no preconceito”, está em plena campanha dentro da UFMS o Novembro Azul, dedicada à saúde do homem, com ênfase a prevenção do câncer de próstata.

Para dar mais visibilidade à campanha, a coordenação do sindicato mandou confeccionar 400 camisetas da cor azul com o símbolo e as frases do movimento, que vem sendo desencadeado, sempre no mês de novembro, pelos trabalhadores em educação das universidades federais de todo o Brasil, por meio de sua federação representativa, que é a FASUBRA.



Esta é a segunda campanha que a atual direção do SISTA desenvolve desde que tomou posse em 1º de outubro passado. A primeira foi a Outubro Rosa, direcionada às mulheres para prevenção e cura do câncer de mama. A campanha enfatizou a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce como fatores determinantes para as mulheres vencerem a doença.



A maior parte das camisetas da campanha do Novembro Azul foi distribuída aos companheiros do Hospital Universitário, principalmente em função deles trabalharem diretamente na área da saúde. Um diferencial é a participação das mulheres, que vestiram literalmente a camiseta da campanha e está ajudando a conscientizar os homens da necessidade da prevenção do câncer de próstata.


 Novembro vem sendo desde 2008, quanto teve início a Campanha Novembro Azul, o mês dedicado a sensibilizar a sociedade, principalmente a parcela masculina, sobre os cuidados para prevenir o câncer de próstata. Para quem não sabe, a campanha é brasileira e começou inspirada na história do médico urologista Dr. Eric Roger Wroclawski, um incansável estudioso da saúde do homem.

De lá para cá a campanha, que tem o engajamento da FASUBRA Sindical, tem ajudado a alertar milhões de homens sobre os cuidados básicos para prevenir a doença. A necessidade de prevenção é comprovada segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que aponta esse como o tipo mais comum de câncer entre os homens, tanto que para 2014 a previsão é de que surjam 69 mil novos casos da doença. É para incentivar os TAE que a FASUBRA passa a seguir, a dissertar sobre sintomas e tratamentos da doença.

A DOENÇA

A doença surge a partir da multiplicação desordenada das células da próstata, que em caso de doença fica rígida. Logo no começo, o câncer de próstata não tem sintomas, por isso em 95% dos casos, a doença só é detectada em estágio avançado. Assim, a recomendação é de que sejam feitos exames preventivos freqüentes. Homens com idade superior a 45 anos de idade (ou 40, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos.

Um desses exames é o toque retal. O exame é rápido e informa se a próstata apresenta algum tipo de alteração. Em caso de confirmação, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como o PSA (Antígeno Prostático Específico), o ultrassom transretal e a biópsia da glândula, que consiste na retirada de fragmentos da próstata para análise. Só então é feito o diagnóstico. Mas o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, pois apenas a avaliação do tecido da próstata pode fornecer diagnóstico preciso. No Brasil, um dos maiores fatores que influenciam o tratamento da doença é o preconceito por parte dos homens sobre a forma que exame é realizado.

OS SINTOMAS

Os sintomas do câncer de próstata, quando já instalado são variados, sendo os mais comuns: sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar; dificuldade de iniciar a passagem da urina; dificuldade de interromper o ato de urinar; urinar em gotas ou jatos sucessivos; necessidade de fazer força para manter o jato de urina; necessidade premente de urinar imediatamente; sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos); problemas em conseguir ou manter a ereção; sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros); dor durante a passagem da urina; dor quando ejacula; dor nos testículos; dor lombar, dor na bacia ou joelhos; sangramento pela uretra, e na fase avançada, dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

TRATAMENTO

O tratamento do câncer de próstata tem que ser feito de acordo com cada doente, considerando-se a idade, a forma de descrição do tumor (localização e exteriorização), o grau histológico, o tamanho da próstata, a possibilidade de o câncer estar etiologicamente (tem causas) relacionada a outras doenças, a expectativa de vida, os anseios do paciente e os recursos técnicos disponíveis. O câncer de próstata pode ser localizado (só na próstata), localmente avançado ou avançado (o câncer já se estendeu para além da próstata).

Em caso de detecção da doença, o tipo de tratamento depende do estágio do câncer em cada paciente. Assim, os procedimentos são diversificados. Se a doença já foi localizada na próstata, recomenda-se a vigilância ativa, ou seja, o acompanhamento clínico da doença. Mas esse método só é utilizado quando o tumor é pouco agressivo. Outra opção é a cirurgia radical (que pode ser aberta, laparoscópica e robótica) que é usada quando o câncer já está instalado na próstata. Há também a radioterapia, que pode ocorrer por meio de sementes implantadas na glândula e que têm a missão de matar as células cancerígenas.

Quando o câncer já está em estágio local avançado, ou seja, ultrapassou os limites da próstata, a solução é a cirurgia radical e a radioterapia. Agora se a doença já se espalhou e está presente em outros órgãos como ossos, gânglios e pulmões, o tratamento deve ser clínico com terapia a base de hormônio,  quimioterapia e drogas orais, que garantem melhoria da qualidade de vida do doente e elevam a expectativa de vida.

Como se pode observar, existem tratamentos para todas as fases da evolução do câncer de próstata. O que devemos alertar é que essa doença mata, é grave e precisa de diagnóstico precoce e certeiro para ser tratado. Por isso, você homem, cuide de sua saúde, procure um médico e descarte a doença. A sua vida vale mais que o preconceito.

Para saber mais sobre a doença, existem informações no site do Inca: www.inca.gov.br e no portal da Campanha Novembro Azul que em 2014 tem como mote a frase Um toque pela vida, um drible no preconceito. 



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SISTA/MS teve representante na Reunião Nacional de Mulheres Trabalhadoras da Fasubra

As mulheres trabalhadoras das universidades públicas federais e estaduais do Brasil tem seus direitos e suas reivindicações, enquanto gênero, nos seus espaços de atuação, seja no próprio local de trabalho ou nas entidades sindicais de base ou mesmo na Fasubra Sindical, que representa o conjunto de todas as trabalhadoras que constroem a educação.

A Fasubra já realizou três seminários nacionais para discutir as reivindicações, os problemas, a questão de gênero, liberdade, machismo, violência contra a mulher, assedio moral e sexual, aborto,  homossexualismo ou feminismo, a opressão, etc.

Nos dias 10 e 11 de outubro foi realizada a Reunião Nacional de Mulheres Trabalhadoras da Fasubra Sindical, em Brasília, tendo como tema “na luta contra a opressão”. A metodologia utilizada neste encontro foi diferente dos anteriores e, ao mesmo tempo interessante, pois não houve mesas com nenhuma palestrante. A representante do SISTA/MS foi representado neste evento por Artemísia Mesquita de Almeida.

Segundo Artemísia, os trabalhos iniciaram com os informes de bases, na experiência de cada uma e à tarde ocorreram os grupos de trabalho. Na manha seguinte foram apresentados os relatórios dos grupos e feito os destaques, que teve continuidade no período vespertino.  Neste encontro também foram distribuídos alguns materiais, tais como as resoluções aprovadas no XXI Confasubra sobre estas questões, bem como os relatórios do II Seminário (incompleto) e III Seminário. "Participei do II Seminário como palestrante e a companheira Monica Valente também, mas não consta nossa participação dos anais distribuídos. No documento havia esta informação de forma incompleta", observou.

As participantes do encontro posam para foto ao final da Reunião
Nacional de Mulheres Trabalhadoras da Fasubra

Artemísia Mesquita de Almeida comentou que esteve no evento para colaborar e participar das discussões representando o coletivo Pensamento Sindical Livre. “Como a atual direção do Sista havia tomado posse muito recente, me foi dada a responsabilidade de discutir e trazer para criarmos aqui um Grupo de Trabalho (GT) de gênero e poder aplicar e conseguir conscientizar cada vez mais mulheres das universidades dos seus direitos e de toda a sua capacidade de luta”, informou Artemísia.

A ativista fez questão de enfatizar a importância do trabalho coletivo para a construção de uma luta vitoriosa, em todos os sentidos. Por isso, ela fez questão de citar o trabalho feito pelas duas representantes da Coordenação de Mulheres da Fasubra, Ivanilda e Antonieta Xavier, bem como das coordenadoras Heloisa (UFF/Unidos para Lutar) e Rosangela Soares da Costa.

Artemísia aproveitou ainda para lembrar que são três datas  importantes para o conjunto de todas as mulheres: Dia 08 de março – Dia Internacional da Mulher; Dia 25 de julho – Dia da Mulher Negra; e 25 de novembro, quando temos o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Artemísia Mesquita de Almeida, da UFMS,
representou o MS no evento nacional

Artemísia Mesquita de Almeida, da UFMS,
representou o MS no evento nacional