21
jun
2016
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Fasubra: Resoluções da Plenária Nacional Estatutária de junho

Paralisações e atos marcam o movimento sindical nos próximos meses

Paralisações e atos marcam o movimento sindical nos próximos meses

O segundo dia da Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA Sindical começou pela manhã, 20, com a prestação de contas do exercício financeiro de 2015 da Federação, apresentada pelos membros do conselho fiscal e coordenação de administração e finanças.

Após foram realizados encaminhamentos e aprovação de ações para os próximos meses. Compareceram 151 delegados representando os sindicatos de base da Federação.

Análise de conjuntura

A análise de conjuntura da FASUBRA tem como eixo central a luta pelo “Fora Temer” e o enfrentamento ao pacote econômico apresentado nos governos da presidente afastada, Dilma Rousseff e do presidente interino Michel Temer. 

Contra os ataques

Para a Federação, as medidas se traduzem por meio do PLS 241/16 (antigo PLP 257/16), a reforma da previdência, privatizações, a Desvinculação de Receitas da União (DRU) – mecanismo que retira a obrigatoriedade do governo de destinar parte das receitas dos impostos e contribuições a determinado órgão, fundo ou despesa – que retira orçamento da saúde e educação e o descumprimento de acordos de greve.

A FASUBRA declarou unidade de ação com iniciativas das frentes, Espaço Unidade de Ação, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. 

Paralisação Nacional

Na ocasião, a Direção Nacional orientou realizar uma Paralisação Nacional no dia seis (06) de julho, em defesa da saúde e educação, pelo cumprimento dos acordos de greve, contra o PL 257/16 (agora PEC 241) e a reforma da previdência, aos sindicatos de base e como proposta ao Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE).

A Fasubra participará da II Marcha em Defesa do Sistema Único de Saúde em Brasília-DF, também no dia seis de junho, com esta orientação às bases e nota convocatória.

A FASUBRA declarou apoio para fortalecer a Paralisação Nacional no dia 11 de agosto, organizada por entidades da educação pública encaminhada no II Encontro Nacional de Educação (ENE), e proporá a mesma para a UNE, CNTE e CONTEE, visando uma greve nacional da educação. 

Greve geral

A plenária aprovou propor às centrais sindicais fortalecer e construir uma greve geral e dispor o calendário da Federação para a iniciativa com urgência. “Estaremos debatendo na base os eixos e caracterização, ainda em julho”. 

Violência nas IFE

O atual aumento da violência nas instituições federais de ensino tem causado preocupação e insegurança na comunidade acadêmica, há uma necessidade de medidas por parte do governo federal para solucionar a problemática.  “A FASUBRA vai dar destaque na luta contra o machismo e as opressões e o combate à cultura do estupro em todo seu calendário”.

Também defende a segurança nos campi e contratação de vigilantes por concurso público. 

Contra a intolerância e o fascismo

Após o ataque de manifestantes de extrema direita contra estudantes da Universidade de Brasília (UnB), no dia 18 de junho, a FASUBRA expressou profundo repúdio.

Os integrantes do grupo vestiam roupas pretas com os dizeres “vai Bolsonaro” e enrolados em bandeiras do Brasil, explodiram bombas e ameaçaram estudantes com cassetetes e armas de choque, gritando palavras de ódio.

A plenária aprovou a participação na manifestação de 20 de junho, às 12 horas, no saguão do Instituto Central de Ciências (ICC/Norte), “Ceubinho”, campus Darcy Ribeiro, UnB. 

Ato

A Fasubra apoia o ato que será realizado no dia 29 de junho com o eixo, “contra o desmonte do MEC, contra a DRU, e pelo Fora Mendonça”. 

30 horas

Será realizado pela Federação, um painel sobre turnos contínuos e jornada de trabalho na próxima plenária nacional. “Será constituído um grupo de trabalho com essa temática”. 

Democratização

A FASUBRA declarou a defesa da autonomia e da democracia nas instituições federais de ensino (IFE), e a paridade nos conselhos universitários. De acordo com a Direção Nacional, será desenvolvida uma campanha pela alteração da Lei 9192/95, que regulamenta o processo de escolha dos dirigentes universitários. 

Ações do Ministério Público

A Federação se posicionou contra as ações do Ministério Público Federal que “recomenda” às reitorias a proibição de atos e manifestações dentro das IFE. 

Desmonte de ministérios

Na ocasião, a FASUBRA se manifestou contrária à fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o das Comunicações, anunciada pelo presidente interino Michel Temer, e contra o desmonte do Ministério da Educação e corte de recursos para as IFE. 

Estaduais Paulistas

A Fasubra apoia as greves em curso nas Universidades Estaduais Paulistas e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e disponibilizará um link em sua página com essa finalidade.

 

 Audiência no senado

No dia cinco de setembro será realizada audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, para discutir a segurança nas IFE.

(Fonte: Fasubra)
20
jun
2016
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Trabalhadores terceirizados da UFMS agonizam sem salários

dou????????????????????????????????????Mais de 100 trabalhadores terceirizados da UFMS estão passando por sérias necessidades, afetando até mesmo a dignidade humana. Sem receber salários, funcionários da empresa Douraser decidiram entrar em greve na quinta-feira passada. Eles são responsáveis pelo trabalho de limpeza e jardinagem da instituição e ainda não receberam a remuneração pelo trabalho realizado no mês de maio.dou1????????????????????????????????????Muitos estão sem alimentos básicos em casa e tem a situação agravada pelos cortes de água e energia elétrica. A situação de agonia despertou a solidariedade de alguns estudantes dos cursos de Nutrição, Ciências Sociais e de Biologia, que fizeram uma campanha interna e conseguiu arrecadar um pouco de alimentos aos trabalhadores. A distribuição ocorreu na tarde desta segunda-feira (20) em frente do Departamento de Vigilância da UFMS.

A iniciativa da arrecadação e de apoio ao movimento acabou por envolver trabalhadores efetivos da universidade, especialmente os do setor de Vigilância, que tem forte presença na atual direção do SISTA/MS. Eles ajudaram na entrega dos alimentos para os trabalhadores em greve. Como a arrecadação dos alimentos não foi em grande quantidade, a entrega aconteceu mediante sorteio e por itens.

dou2????????????????????????????????????Ao todo, a Douraser tem cerca de 120 trabalhadores na UFMS e destes, cerca de 100 são mulheres e em torno de 80 delas são chefes de famílias com a média de três filhos cada. A campanha de arrecadação de alimentos está concentrada na Unidade 6 e também podem ser deixados no setor de Vigilância. Na próxima quarta-feira (22), às 9h, uma nova reunião está marcada no pátio da Vigilância onde serão sorteados mais alimentos doados.

O SISTA/MS faz um apelo a seus filiados que entrem na campanha humanitária em favor dos companheiros trabalhadores da Douraser, doando alimentos da sobrevivência humana. Além dos locais mencionados acima. os donativos podem ser deixados também na sede do sindicato, que serão repassados aos trabalhadores. Mais informações sobre o movimento e a situação critica do pessoal terceirizado podem ser obtidas pelos telefones 99189-1129 (Denise) ou 99220-3321 (Mara), que são referências na atual mobilização por dignidade dos trabalhadores da limpeza e da jardinagem.dou3

SEM RESPOSTAS

Até o momento os trabalhadores da Douraser estão sem respostas quanto ao recebimento dos salários. Apesar da insistência, a empresa não se manifesta sobre o pagamento. Segundo a direção do sindicato da categoria, a situação só será resolvida judicialmente, procedimento que já está sendo encaminhado. Enquanto não sai uma decisão judicial mandando a empresa ou a universidade pagar, os trabalhadores continuam agonizando e precisando da solidariedade de todos.

 

20
jun
2016
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Abertura da Plenária Nacional da FASUBRA Sindical destaca a luta contra a violência e casos de estupro nas instituições federais de ensino

Discursos também apontam a necessidade de unidade nas ações para enfrentamento da retirada e direitos e pelo Fora Temer

Discursos também apontam a necessidade de unidade nas ações para enfrentamento da retirada e direitos e pelo Fora Temer

A Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA Sindical começou na manhã deste domingo, 19, no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde na Universidade de Brasília (UnB).

Na mesa de abertura a Direção Nacional (DN), representada pelos coordenadores Ivanilda Reis, Leia Oliveira e Rogério Marzola, destacou o cenário de violência contra a mulher (casos de estupro), LGBTTfobia e insegurança dentro das instituições federais de ensino superior. Em manifestação contra tais ataques, a plenária teve início com as palavras de ordem “machistas não passarão”.

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Informes nacionais

Reajuste dos servidores

O PL 4251/15, específico para as carreiras da educação, e que inclui os trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições federais de ensino, tramita no Senado Federal. O reajuste de 10,5% acordado ao final da greve de 2015, parcelado em dois anos, está previsto para o dia 1º de agosto de 2016 (5,5%) e 1º de janeiro de 2017 (5%), segundo consta no projeto.

De acordo com a Federação, o governo tem mostrado um movimento contraditório, pois ao mesmo tempo que se dispõe a manter o reajuste do funcionalismo público, se compromete com o mercado financeiro sinalizando medidas de ajuste fiscal que penalizam a classe trabalhadora.

Aprimoramento da Carreira

De acordo com a DN, não houve resposta do governo sobre o aprimoramento da carreira, a forma como os servidores poderão realizar a capacitação e qualificação mesmo em estágio probatório, reconhecimento de títulos e a utilização de disciplinas de graduação e pós-graduação para pleitear progressão por capacitação e outros assuntos que estavam em discussão, conforme o acordo fechado na última greve, “atualmente está tudo suspenso, não há nada de novo”.

Os prazos para cumprimento da mesa de negociação encerraram em abril. Foram encaminhados ofícios pedindo respostas ao Ministério da Educação, na gestão de Aloízio Mercadante e do atual ministro Mendonça Filho, comunicando o descumprimento do acordo de greve por parte do governo.

Os editais de vagas de graduação e especialização para técnicos administrativos, o seminário sobre assédio moral, a discussão da pauta da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) junto com os servidores do RJU (Regime Jurídico Único), a democratização nas universidades e a mudança de quem está na antiga carreira (PUCRCE) para a atual PCCTAE, também foram citados.

Orientação Normativa

A FASUBRA questiona a morosidade por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) referente à mudança da Orientação Normativa nº6 (insalubridade, periculosidade e penosidade).

Geap

Segundo notícia veiculada no jornal Correio Braziliense no dia 17 de junho, uma liminar da juíza Kátia Ferreira da Terceira Vara do Distrito Federal a pedido da Casa Civil, revogou a redução de 37,55% para 20% do aumento da contribuição. Após decisão judicial os associados da maior operadora de plano de saúde dos servidores públicos vão pagar mais caro.

A diretoria da GEAP Autogestão foi destituída por ordem do governo federal, e Irineu Messias de Araújo, antigo presidente, foi substituído por Laércio Roberto Lemos de Souza. Ainda de acordo com a matéria, durante o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, o estatuto da associação foi alterado ilegalmente.

Contua 

O seminário da FASUBRA em parceria com a Contua, previsto para agosto deste ano, foi adiado para o final de setembro por coincidir com as olimpíadas, o que dificulta a vinda dos participantes dos demais países da América Latina, devido ao alto custo de passagens aéreas. O temário contempla, dentre outros aspectos, o debate sobre opressões e modelo e concepção de Estado.

III Encontro Nacional de Comunicação da FASUBRA 

A coordenação de comunicação informou sobre o III Encontro Nacional de Comunicação que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro em Brasília-DF. O objetivo do evento é discutir o conceito de Rede de Comunicação visando integrar e fortalecer a comunicação entre a Federação e base.

O encontro será pautado em questões técnicas do jornalismo sindical com foco em tecnologias da informação. O público alvo do encontro são profissionais da comunicação (jornalistas e assessores de comunicação), coordenadores de comunicação e coordenadores interessados. Na ocasião será realizado o lançamento do novo site da FASUBRA, “será um site inclusivo, moderno, responsivo e diferenciado para melhorar a comunicação da Federação”.

IV Encontro de Aposentados

A coordenação dos aposentados e assuntos de aposentadoria falou sobre a superação de expectativas do IV Encontro de Aposentados realizado em abril. De acordo com a coordenação, compareceram cerca de 200 participantes, superando a quantidade esperada. Os encaminhamentos do encontro serão apresentados durante a plenária.

II Encontro Nacional de Educação

Cerca de duas mil pessoas participaram do II Encontro Nacional de Educação, realizado em Brasília-DF de 16 a 18 de junho. No primeiro dia aconteceu o Grande Ato e marcha em defesa da educação pública gratuita e de qualidade. As discussões focaram a educação pública e conjuntura de arrocho, debatidos em grupos de trabalho com apresentação de painéis. A FASUBRA Sindical ministrou dois painéis, sendo um sobre democratização e outro sobre jornada de trabalho nas instituições federais de ensino. Ao final do Congresso, foi apresentado um manifesto pela educação.

Informes de base e análise de conjuntura

Pela manhã, os delegados de todos os sindicatos da base da FASUBRA apresentarem os informes, principalmente denunciando os casos de violência e estupro nas instituições e todas as formas de repressão contra os trabalhadores e o movimento sindical.  Também foi realizada a análise de conjuntura para subsidiar as propostas que deverão ser aprovadas ao final da Plenária.

(Fonte: Fasubra)
20
jun
2016
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FASUBRA debate jornada de trabalho e democratização nas universidades no II ENE

Painis - II ENE  27

Os grupos de trabalho contaram com ampla participação no debate

 

No último dia do II Encontro Nacional de Educação, 18, técnicos administrativos, docentes e estudantes se dividiram em grupos de trabalho para debater os seguintes temas: trabalho e formação dos trabalhadores da educação, gênero, sexualidade, orientação sexual e questões étnico-racial, financiamento, avaliação, gestão e acesso e permanência.

A FASUBRA apresentou dois painéis com os temas “A luta pelo tempo: Jornada de trabalho nas Universidades e serviço público federal! ”, pelo coordenador geral Gibran Jordão e “Democratização das Instituições Federais de Ensino Superior: A Paridade é possível e necessária!”, pelo coordenador de educação Mário Guimarães Júnior.

As discussões buscam aprofundar o debate sobre os temas e reunir elementos conceituais consistentes para elaborar um programa para cada setor.

Jornada de 30 horas 

No painel sobre a jornada de trabalho, o coordenador Jordão trouxe uma breve cronologia sobre o controle do tempo desde a idade média ao advento do capitalismo por meio da revolução industrial, em que um trabalhador cumpria jornada de 14 a 16 horas. Atualmente, após a luta da classe trabalhadora ao longo dos anos, a redução da jornada de trabalho alcançou 44 horas semanais.

Painis - II ENE  21

Também ressaltou a importância da implementação da jornada de 30 horas nas instituições federais de ensino superior, justificando o aumento da produtividade por meio do uso de tecnologia se comparado há 30 anos, quando boa parte do trabalho era realizada de forma manual e muitas vezes morosa.

De acordo com a coordenadora geral Leia Oliveira, a FASUBRA busca por meio da jornada de 30 horas (sem redução de salário), ampliar o atendimento ao público nas instituições federais de ensino, no mínimo em 12 horas. A luta dos trabalhadores técnico-administrativos pela instituição das 30 horas é bandeira da Federação e em algumas instituições já acontece esse modelo de jornada de trabalho.

Democratização

 De acordo com o coordenador Guimarães Júnior, atualmente nas instituições há democracias restritas, “os conselhos superiores são compostos 70% por docentes, 15% de técnicos administrativos e 15% de estudantes. Isso não é democrático para uma instituição que produz conhecimento e pesquisa”.

Para Guimarães Júnior, o debate jurídico e administrativo apontou que, dentro da legalidade jurídica, é possível sustentar o debate sobre a instituição de conselhos paritários e democráticos nas instituições. Também concordaram que é necessária a organização nacional na luta pela democratização nas universidades articulada entre técnicos administrativos, docentes e estudantes.

Técnicos na reitoria

Atualmente o trabalhador técnico-administrativo não pode se candidatar à reitoria, porém, A Fasubra defende que por meio do PCCTAE (Lei 11.091/05 ) muitos tem o título de mestrado e doutorado que os capacita para a administração de uma universidade e defende também o voto direto e paritário para reitor.

A coordenadora de Aposentados Maria Loura Silveira falou sobre a experiência dos aposentados na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Os aposentados votam para reitor, tem assento no conselho universitário e participam de todas as comissões institucionais da universidade”. Espaço no curso de Educação Física para praticar natação dança ginastica, musculação.

(Fonnte: Fasubra)

 

18
jun
2016
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Três mil marcham pelas ruas de Brasília em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade

De acordo com a FASUBRA, o ato representa a expressão de todas as manifestações que vem surgindo na educação pública no país

De acordo com a FASUBRA, o ato representa a expressão de todas as manifestações que vem surgindo na educação pública no país

Na tarde de quinta-feira, 16, três mil pessoas participaram da Marcha Nacional em defesa da educação pública organizada pelo Comitê Nacional em Defesa dos 10% do PIB para a educação pública, já, que reúne dezenas de entidades do setor da educação, entre elas a FASUBRA Sindical e do movimento social. O evento inaugurou a segunda edição do Encontro Nacional de Educação que acontece de 16 a 18 de junho.

O Grande Ato pela educação pública convergiu com a manifestação de produtores da agricultura familiar em frente ao Ministério da Agricultura, representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). O encontro de manifestações, marcado por uma salva de palmas e palavras de ordem revelou a insatisfação com a retirada de direitos por meio de uma possível Reforma Previdenciária.marcinho

A caminhada seguiu para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), onde os representantes das entidades puderam externar o clamor de todos os manifestantes. Para a FASUBRA, o movimento é um passo importante na construção de uma alternativa classista e de luta. “O atual governo ilegítimo de Michel Temer tem aprofundado os projetos de ajuste fiscal que já estavam em curso, para beneficiar banqueiros e o setor financeiro”.

Na ocasião a Federação denunciou os ataques ao funcionalismo público por meio do PLP 257/16, que coloca em risco os acordos de greve e a política remuneratória dos trabalhadores do serviço público federal. “Estamos nas ruas para cobrar o acordo de greve, política salarial, concurso público, saúde e educação de qualidade e erguer uma frente socialista de luta, fortalecendo o calendário de ações da educação”

II ENE FASUBRA

A FASUBRA junto ao Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais protocolou documento que reivindica uma audiência ao Ministério da Educação para apresentar o resultado do II Encontro Nacional de Educação. De acordo com o documento, o II ENE debate um projeto de educação a partir de diversas lutas de docentes do ensino superior e da educação básica, técnicos administrativos, estudantes e movimento social.

O documento protesta políticas do governo que priorizam a privatização da educação em detrimento da precarização do trabalho e estudo nas instituições federais de ensino, se eximindo da responsabilidade garantida na Constituição que prevê o direito à educação pública, gratuita e de qualidade.

De acordo com a FASUBRA, o ato representa a expressão de todas as manifestações que vem surgindo na educação pública no país, as ocupações de escolas, ocupação de reitorias contra os cortes da educação, contra a cultura do estupro e violência contra a mulher e os LGBTT, manifestações por bandeiras econômicas e democráticas dos direitos civis. “Vamos ver se o MEC se sensibiliza para receber as entidades, depois do Ato de hoje”.

À noite a FASUBRA participou da Reunião Ampliada do Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, no Hotel Brasília Imperial. Presentes 65 representantes de nove entidades. Representando a FASUBRA os coordenadores Edson Lima, Gibran Jordão, Marcelino Rodrigues, Antônio Alves Neto (Toninho), Portácio e Mário Guimarães Júnior. A coordenadora Ivanilda Oliveira Reis representou a Federação na mesa, junto com Paulo Rizzo, do ANDES.

(Fonte: Fasubra)
16
jun
2016
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FASUBRA denuncia violência e casos de estupro nas universidades federais em audiência pública

Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal discutiu o crime de estupro no Brasil

Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal discutiu o crime de estupro no Brasil

Na manhã de segunda-feira, 13, a FASUBRA Sindical participou da audiência pública para debater o crime de estupro no Brasil, promovida pelo senador Paulo Paim (PT/RS) presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal.

Integrantes do movimento sindical e feminista, especialistas em direitos humanos, psicologia e docentes de universidades também participaram do evento. Representando a Federação estiveram na mesa de debates a coordenadora da Mulher Trabalhadora, Eurídice Almeida e o coordenador Mozarte Simões e no plenário as coordenadoras Ângela Targino e Neusa Santana.

O presidente da comissão leu nota de repúdio da CDH, sobre o massacre ocorrido na cidade de Orlando nos Estados Unidos na noite de sábado, 11, onde 50 pessoas foram mortas em uma boate da comunidade LGBT. De acordo com o senador, mais um crime hediondo de homofobia “que envergonha a humanidade”.

FASUBRA

Para a coordenadora Eurídice Almeida, a conjuntura econômica e política atual do Brasil é uma forma de “estupro”, por meio da imposição de metas fiscais que penalizam a educação, saúde e programas sociais. Segundo a coordenadora, a decência pública foi violada quando “o ministro da Educação recebeu um estuprador confesso, que pediu em nome da moralidade ideológica, um veto aos termos políticos como conteúdo nas escolas”.

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A coordenadora falou em referência a Alexandre Frota, ex-ator de filmes pornográficos, que no dia 25 de março de 2015 declarou em rede nacional ter estuprado uma mãe de santo. Frota participou de uma reunião com o atual ministro da Educação, Mendonça Filho, no dia 25 de maio deste ano, para “ajudar o país com algumas ideias”. Para a coordenadora, “tudo isso são formas de estupro aos cidadãos brasileiros”, disse.

Violência nas universidades

O coordenador Mozarte Simões falou sobre o aumento da violência e casos de estupros dentro das universidades federais. Como exemplo de medidas para o combate à violência, citou o resultado de pesquisas sobre a segurança das universidades dos Estados Unidos.

Após o estupro de uma estudante dentro de uma casa de universitários em 1990, o parlamento americano criou a lei Claire, em que reitores são obrigados a apresentar um relatório ao governo americano todos os anos, sobre a violência dentro das instituições. Caso não haja veracidade no relatório, investigado pelo FBI, o reitor pode ser preso.

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“A FASUBRA faz o debate há 25 anos e este ano acontece o XXV Seminário sobre Segurança nas Universidades no Rio de Janeiro”, informou Simões, que também denunciou a falta de concurso público para vigilantes há 22 anos. “Tudo foi terceirizado e os trabalhadores terceirizados são vítimas com salários baixos, locais inóspitos de trabalho e falta de recursos”.

O coordenador afirmou, ainda, que após solicitação da FASUBRA, no dia 05 de setembro acontecerá uma audiência pública sobre a violência e casos de estupros dentro das universidades federais na CDH.

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A discussão sobre gênero nos espaços de educação foi pautado pela maioria dos participantes.

Valeska Zanelo, do Conselho Federal de Psicologia, chamou a atenção para a necessidade de criação de leis que promovam intervenção social e mudança cultural, como o controle da mídia, que tem um papel fundamental na manutenção sobre o conceito de masculinidade e na questão da educação. “Mais do que nunca a gente precisa discutir gênero na educação, porque isso tem haver com essa cultura de violência contra mulheres”.

De acordo com Alinne Marques, da Comissão de Combate à Violência Familiar da OAB/DF, “o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de violência contra a mulher, são 47 mil estupros anuais, nos casos de violência sexual há uma subnotificação de 90% dos casos”. Alinne apresentou o aplicativo “Rede de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência”, que apresenta orientações de como e onde denunciar em caso de violência e como participar do projeto sendo voluntário.

Clementina Bagno, representante do Fórum de Mulheres do Distrito Federal e Entorno, abordou dois temas, a Escola Sem Partido e a retirada da discussão de gênero do Plano Nacional de Educação (PNE).

Para Clementina, o primeiro impõe uma hegemonia de pensamento, e uma ideia de sociedade branca, sem diversidade religiosa, masculinizada, heterossexual e sem gênero, afirmando que  “esse processo conservador acentua a intolerância entre os diferentes”.

Segundo a representante do Fórum, a ausência de debate de gênero fortalece o machismo patriarcal, impõe papéis sexistas e será permissível a preconceitos, opressões, homofobias e transfobia, ou seja, “estamos vivendo em um país em que homens brancos, ricos, cristãos  e heterossexuais estão impondo seus valores morais”.

(Fonte: Fasubra)
16
jun
2016
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Desmonte de programas sociais e contradições do governo interino tem preocupado o movimento social e sindical

e a campanha “São João e SUS – Patrimônios do Povo Brasileiro” para conscientizar a população sobre a importância da saúde pública

No dia 24 de junho acontece a campanha “São João e SUS – Patrimônios do Povo Brasileiro” para conscientizar a população sobre a importância da saúde pública

No dia 24 de junho A FASUBRA Sindical participou da Plenária da Saúde em Defesa da Democracia e do SUS, na noite de terça-feira, 07, promovida pela Comissão Nacional de Saúde da Câmara dos Deputados. Representaram a Federação os coordenadores Ângela Targino, Neusa Santana, Mozarte Simões e Roberto Luis.

A preocupação com o desmonte de programas sociais e contradições do governo interino de Michel Temer tem levado movimentos às ruas em manifestações. O Sistema Único de Saúde (SUS) também recebeu declarações de que o país não conseguirá sustentar os direitos garantidos na Constituição Federal.

Para piorar, a aprovação da PEC da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que retira a obrigatoriedade da União, Estados e Municípios em destinar um percentual mínimo do total da produção de riquezas do país para investir em áreas sociais, o que está previsto na Constituição, tem sido destaque no Congresso Nacional.

Segundo o documento encaminhado à parlamentares pelo Movimento Saúde em Defesa da Democracia, a proposta da DRU equivale a aproximadamente 120 bilhões de reais a menos para seguridade social dos brasileiros, ou seja, menos recursos para aposentadoria, pensão, saúde e educação. A proposta ainda precisa ser votada em segundo turno nesta semana.

De acordo com o movimento, a PEC da DRU e a PEC 451/2014, que obriga empregadores a garantir plano de saúde privado aos empregados, representam o desmonte do SUS e atacam direitos previstos na Constituição.

Calendário em defesa do SUS

No dia 24 de junho acontece a campanha “São João e SUS – Patrimônios do Povo Brasileiro” para conscientizar a população sobre a importância da saúde pública em escolas e Unidades Básicas de Saúde em todo país, e no dia seis de julho acontece a II Marcha em Defesa do Sistema Único de Saúde em Brasília.

A FASUBRA compreende que, apesar de todos os problemas do SUS, a população brasileira ainda encontra atendimento desde a atenção básica até procedimentos de alta complexidade.

Crise nos HU

Para a Federação, há urgência em socorrer os Hospitais Universitários (HU) que têm passado por crise financeira e de gestão, mesmo com a vinda da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que aprofundou os problemas, principalmente em relação à gestão de pessoas. “Muitos hospitais estão em risco de fechar as portas por falta de recursos materiais e humanos”.

Privatização da saúde

A FASUBRA participa do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e de ações em defesa da saúde pública e gratuita.  “Precisamos lutar para que não aconteça a privatização de um sistema invejado no mundo inteiro”. Em congressos internacionais, coordenadores da Federação constataram que não há um sistema de saúde igual ao brasileiro, referência para diversos países: “sabemos da dificuldade de implantar um sistema gratuito, em muitos países a saúde é privatizada”, defende a Federação.

A FASUBRA acredita no SUS, o único no mundo que oferece tratamentos no combate à AIDS, esclerose múltipla, hipertensão, diabetes, vacinas para prevenção do HPV em adolescentes, calendário de vacinas e muitos outros tratamentos e medicação para o brasileiro de forma gratuita.

(Fonte: Fasubra)

14
jun
2016
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VII SEMINÁRIO DOS MOTORISTAS INTRODUZIU DEBATE SOBRE A LEGISLATURA E CONJUNTURA ATUAL DO PAÍS

MOTORISTAS

Motoristas oficiais das instituições federais de ensino superior posam para a foto ao final do seminário nacional, em Goiânia

Durante o VII Seminário Nacional dos Motoristas Oficiais das IFES, CEFETs e IFs, realizado de 9 a 11 de junho, em Goiânia, um dos destaques foi o debate sobre legislação os conflitos que envolvem o cargo de motorista, dentro da carreira dos servidores técnico-administrativos.

Para auxílio e esclarecimento das dúvidas relativas à legislação relacionadas à esses trabalhadores, foram convidados o advogado e assessor jurídico do SINT-IFESgo Alexandre Iunes e o motorista da UNIRIO, Sidney Oliveira Rodrigues. Os convidados tiveram voz para discutirem, em primeiro plano, a legislatura que abrange a categoria e sanarem as dúvidas e solicitações dos motoristas. A liberação de diárias, horas extras e assédio moral também foram questões muito discutidas durante a palestra do assessor jurídico.A discussão teve boa receptividade por parte dos presentes, que se sentiram contemplados em suas indagações.

Pela primeira vez no estado de Goiás, o evento reuniu trabalhadores de todas as cinco regiões brasileiras, uma promoção do SINT-IFESgo com apoio da Fasubra Sindical e da UFG. O objetivo principal foi o de promover a discussão de temas pontuais relacionados à categoria e a elaboração de propostas para melhoria e adequação dos motoristas quanto ao exercício do trabalho.

SISTA/MS PRESENTE

Os motoristas oficiais da UFMS foram representados no seminário em Goiânia. Com o apoio do SISTA/MS, a delegação formada por Adhemar Vilela Moreira, Diomar Ribeiro de Souza e Orivaldo Pereira, participou ativamente do evento. Conforme Adhemar, o seminário eve um saldo bastante positivo, porque a partir de agora ele será sistematizado, com regimento próprio e orgânico com a Fasubra. Ele ressalta que uma das lutas da categoria é a racionalização de cargos, pauta que a Fasubra encampou e está em plena mesa de negociação com o MEC.

Adhemar salientou ainda que uma das questão que mereceu destaque nas discussões do seminário é quando às autorizações para terceiros dirigirem carros oficiais, prática que está aumentando nas instituições e que acaba precarizando e prejudicando a categoria. “Estas autorizações para outra pessoa dirigir – sem ser motorista oficial -, só devem acontecer em casos de urgência e apenas para desempenho profissional  do servidor e não este dirigir para outros”, observou Adhemar.