24
maio
2016
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Governo defende nova meta fiscal nesta semana e permanece com propostas de ajuste fiscal que afetam trabalhadores

CNI apoia propostas defendidas pelo atual governo que vão amargar a vida do trabalhador em nome da salvação econômica brasileira

CNI apoia propostas defendidas pelo atual governo que vão amargar a vida do trabalhador em nome da salvação econômica brasileira

Nesta semana, o Congresso Nacional vai manter as atenções à nova meta fiscal, proposta pela equipe econômica do presidente interino, Michel Temer, após o anúncio de déficit de R$ 170,5 bilhões para este ano. A proposta substitui o PLN 01/2016, apresentado pelo governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, que havia anunciado um déficit de R$ 96,7 bilhões.

A votação da nova meta fiscal será nesta terça-feira, 24. A reforma da previdência e o aumento da carga tributária ficarão para depois, segundo declaração do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, publicada no jornal Estado de Minas ontem. Boa parte das medidas defendidas pelo novo governo para estancar a crise econômica brasileira, será paga pela classe trabalhadora.

As propostas não são exclusivas do atual governo. No governo Dilma foram apresentados projetos semelhantes como a Reforma da Previdência (fator previdenciário, diferença de regras para homens e mulheres, regimes de aposentadoria rural e do servidor público), PLP 257/2016 (alonga a dívida dos estados e Distrito Federal para 20 anos e em contrapartida exige privatizações, reforma da previdência de servidores públicos para tornar fundos de pensão sujeitos à regra de mercado sem garantias da União, congela salários, corta direitos sociais) e a aprovação das Medidas Provisórias 664 e 665/2015 (redução dos direitos trabalhistas que alteraram as regras de pensão por morte, auxílio doença e  seguro desemprego).

O governo conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pontuou projetos considerados prioritários em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, no dia 19 de maio.

De acordo com a reportagem da Agência Câmara Notícias, “as propostas da confederação têm como objetivo melhorar o ambiente de negócios, desonerar a produção e diminuir o desemprego”, recebidas com elogio pela maioria dos parlamentares da comissão.

Confira algumas propostas defendidas pelo atual governo que vão amargar a vida do trabalhador em nome da salvação econômica brasileira. 

Negociado sobre o legislado – PL 4193/2012

O projeto permite que os acordos coletivos de trabalho prevaleçam sobre a legislação trabalhista. Tramita na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados em regime ordinário, aguarda parecer do relator, deputado Silvio Costa (PSC/PE).

Para a FASUBRA o conteúdo do projeto é parecido com o antigo Acordo Coletivo Especial (ACE), proposto durante o governo de Dilma Rousseff, e que recuou na época. Os dois projetos tem em comum atender uma antiga reivindicação do empresariado (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e CNI) para que os acordos coletivos tenham valor superior ao que está na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “O problema é que, na maioria das vezes, os patrões sempre tem uma correlação de força maior que os trabalhadores nas greves e lutas”.

Caso seja aprovado, o acordo terá maior valor que a CLT, “esse acordo pode conter direitos inferiores do que é previsto na legislação, deixando os trabalhadores em uma situação pior da que já existe hoje”.  A FASUBRA é contra a aprovação desse projeto. 

Terceirização – PLC 30/2015

Permite às empresas terceirizar qualquer atividade. Projeto já aprovado na Câmara, segue na Comissão Especial de Desenvolvimento Social do Senado.

De acordo com a FASUBRA, este projeto que anteriormente tinha o nome de PL 4330/04, legaliza a terceirização em todos os ramos de trabalho, “libera precarização do trabalho, nas empresas, indústrias e setor público”. 

Participação da Petrobrás no Pré-Sal – PL 4567/2016

Torna facultativa a participação da Petrobrás como operadora e possuir 30% nos consórcios formados para exploração de blocos licitados no regime de partilha de produção do petróleo do pré-sal. Aprovada no Senado, a proposta tramita na Câmara em regime de prioridade e aguarda parecer da comissão especial, relator deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA).

Para a FASUBRA, o regime de partilha na exploração do petróleo viabiliza metas e estratégias dos planos de educação e garante direitos. “Não pode haver retrocessos em nenhuma das possibilidades de financiamento da educação”. 

Em contrapartida, a CNI é contra o único projeto de lei que propõem a reforma da previdência, sem prejuízo aos trabalhadores.  A CNI considera que a proposta permite a aposentadoria de trabalhadores jovens.

Reforma da Previdência – PEC 10/2008

Estabelece idade mínima de 60 anos e 35 anos de contribuição para homens e 55 anos e 30 anos de contribuição para as mulheres terem o direito de se aposentar . Cria ainda a regra de transição, com de idade mínima de 51 anos para os homens e 46 anos para as mulheres. O projeto tramita no Senado na Comissão de Constituição e Justiça, aguarda parecer do senador José Medeiros.

Imagem: Agência Câmara Notícias/Com informações da Agência Câmara Notícias
(Fonte: Fasubra)
20
maio
2016
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Mudanças nos valores do Programa de Assistência à Saúde da UFMS: Reajuste na parcela e aumento na coparticipação dos beneficiários

Desde o dia 1º de maio, os trabalhadores da UFMS terão que pagar mais para ser atendido pelo Programa de Assistência à Saúde (PAS/UFMS). As mudanças nos valores são principalmente no reajuste da mensalidade e a inclusão de percentual por parte dos beneficiários em alguns procedimentos de alto custo, além do atendimento odontológico, que terá uma coparticipação de 30%.

As mudanças nos valores e na participação dos beneficiários nos procedimentos médicos e odontológicos pelo PAS foram publicadas na Resolução 03, de 15 de abril de 2016, publicada no Boletim de Serviço 6273, de 20 de abril de 2016 e é assinada pelo pró-reitor de Gestão de Pessoas e do Trabalho, Robert Schiaveto de Souza. As medidas foram aprovadas pelo Colegiado do PAS/UFMS.

A resolução faz a ressalva de que os reajuste na mensalidade neste primeiro momento são apenas para os titulares e dependentes diretos do PAS/UFMS, sendo que o aumento para os agregados ao programa terão os valores revistos no próximo mês de agosto.

De acordo com a resolução as medidas tiveram como fundamental motivação a manutenção do patamar das abrangências que o PAS oferece a todos os beneficiários, dependentes e agregados, frente aos reajustes demandados pelas clínicas médicas e odontológicas, hospitais, laboratórios e profissionais credenciados.

Para ter acesso a resolução com os novos valores e percentuais de coparticipação, bem como outras informações, clique aqui.

 

20
maio
2016
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FASUBRA participa do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora

A proposta da Frente Parlamentar é a luta pela garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores, por meio do diálogo social entre parlamentares e a população

A proposta da Frente Parlamentar é a luta pela garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores, por meio do diálogo social entre parlamentares e a população

A Fasubra Sindical participou na manhã de quarta-feira, 18, do lançamento da Frente Paramentar Mista em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) no Senado Federal. Foram convidados parlamentares, representantes do movimento sindical e social. O coordenador geral, Gibran Jordão e os coordenadores Edson Lima, Carlos Roberto Sena e Jorge Fernandes representaram a Federação.

A proposta da Frente Parlamentar é a luta pela garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores, por meio do diálogo social entre parlamentares e a população. Para isso, será estabelecido o combate a projetos de lei que visam limitar, reduzir ou acabar com os direitos trabalhistas, entre eles, a terceirização, negociado acima do legislado, trabalho escravo e outros 55 projetos que tramitam no Congresso Nacional.

O presidente da comissão, senador Paulo Paim, afirmou que “a Frente Parlamentar é multipartidária não defendendo um partido e sim uma causa”, e convidou todos a participar e contribuir.

DIEESE

Representando a direção técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Lílian Marques afirmou que o departamento vai contribuir com a produção de material técnico, por meio de dados para argumentar sobre projetos prejudiciais para a classe trabalhadora.

DIAP

Para Antônio Augusto de Queiroz (Toninho) diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). “A disposição do governo de fazer reformas com o viés fiscalista é muito forte e por isso é fundamental que haja unidade de ação nesse movimento”

FASUBRA

Para a Federação, a iniciativa de criação de uma Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora é importante para acumular forças e resistir.

20
maio
2016
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Nota da FASUBRA: Só a Luta Muda a Vida – Fora Temer!

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NOTA DE CONJUNTURA DA DIREÇÃO NACIONAL DA FASUBRA

Para defender os direitos dos Trabalhadores, unificar as lutas contra os novos pacotes de Temer e os ataques deixados pelo Governo Dilma.

 Um processo de rearticulação das forças da direita que estavam na coalisão do governo Dilma/Temer e na oposição de direita, visando ao impeachment de Dilma Roussef, esteve no centro do debate político e econômico brasileiro no ultimo período. Em 2016, com a concretização do esfacelamento da sua base de apoio, o governo, tentando se contrapor às investidas do capital e recompor sua sustentação, acelerou o ritmo de ataques aos trabalhadores e desmanche do Estado. Porém, ao capital, o processo de pré-anúncio de reforma da previdência, de implementação do Projeto de Lei 257/2016 que, entre diversos objetivos, suspende o reajuste do salário mínimo e estabelece programa de demissões voluntárias (PDV) para o serviço público nas três esferas – municipal, estadual e federal, além de colocar em risco os reajustes salariais acordados com as categorias que realizaram greves no decorrer de 2015; ou ainda a intensificação de concessões da logística do país ao capital privado e internacional, não foram suficientes para recompor o bloco governante em torno de Dilma. Ou seja, equivocadamente, o Governo Federal em vez de buscar uma pauta que pudesse ser apoiada pelos movimentos sociais e assim recompor um tecido social que se contrapusesse ao processo de impeachment, fez a opção no sentido inverso, tal qual ocorreu quando da escolha de Temer para compor a vice na chapa presidencial.

O governo Dilma atacou os trabalhadores através de medidas provisórias 664 e 665, cortes no orçamento da saúde e educação, política econômica que privilegiou o pagamento dos juros da dívida, envio do PLP 257/16 em regime de urgência ao congresso nacional e várias outras medidas. Como também ao assumir praticas costumeiras da direita como os complexos esquemas de corrupção, acabou virando as costas para os trabalhadores perdendo parte significativa de sua base social e pavimentou o caminho que facilitou a ascensão de Temer. A maioria da população segundo as pesquisas de opinião recentes, demonstraram majoritariamente insatisfação com Dilma, como também não confiam em Temer e manifestam simpatia pela antecipação das eleições.

Consciente da necessidade de entender as profundas alterações que se delineavam nesse contexto e coerente com sua luta histórica em defesa da democracia, a Plenária Nacional da FASUBRA se posicionou contrária ao impeachment e contra a retirada de direitos. Tal posição se sustentou na compreensão de que, independente de governos, a democracia é uma conquista do povo brasileiro, a custa de muito suor, sangue e lágrimas, cujo legado deve ser preservado para as gerações futuras.

As manobras parlamentares para o impeachment

O Estado brasileiro tem um claro conteúdo de classe. Suas instituições estão estruturadas para defender os interesses do capital e a subserviência à pauta do imperialismo. O judiciário e o legislativo deram ampla demonstração dessa unidade estratégica ao longo deste ano, alegando o combate à corrupção para colocar um governo ilegítimo e completamente putrefato em substituição ao governo anterior. Esse quadro conjuntural, dado a sua complexidade, apresenta inúmeros desafios que exigem muito cuidado na elaboração política para propor saídas que fortaleçam os trabalhadores e as trabalhadoras, pois mesmo diante de um processo em que as frações do capital realizam a disputa pelo poder, elas se unificam no repasse da conta da crise para as classes trabalhadoras.

As ações da operação Lava Jato, conduzidas pela justiça e que prenderam empreiteiros, não foram uma expressão de evolução do poder judiciário e das instituições do regime. A regra na justiça brasileira, que não prende empreiteiros e sim encarcera pobres e afrodescendentes das favelas e periferias nas grandes cidades, também é um produto da concentração de renda e violência social do sistema capitalista. Nesse contexto a “operação Lava Jato” foi a expressão da própria crise política e dos seus elementos no regime capitalista. Episódios como esses, no qual um sofisticado sistema de corrupção é descoberto após anos em operação no Brasil, e que extrapola em muito os governos Lula e Dilma, só podem ser vistos à luz do dia quando há uma disputa no seio de frações da burguesia, gerando anormalidades e excepcionalidades. Os trabalhadores organizados nos sindicatos, na condição de multiplicadores na luta e formadores de opinião, precisam denunciar o discurso moralista da direita de “limpar” o país, que incute no imaginário popular a ideia de que, expurgando um partido político ou impondo o impeachment, a corrupção acabaria. É preciso exigir investigação, prisão e confisco dos bens de corruptos e corruptores, seja do governo Dilma, seja agora do governo Temer que possui vários ministros investigados na Lava Jato.

PONTE PARA O FUTURO – Ou Ponte para o “ Inferno” ?

O Brasil vive momentos decisivos da sua história, pois a suposta nova estabilidade em torno da nova maioria parlamentar ainda não está dada. O acirramento da crise econômica e política no país tem desenlaces ainda inimagináveis, com a tendência de que ocorra o aprofundamento dos problemas econômicos e da recessão, percebidos a partir dos primeiros anúncios de Meireles e até de Temer, que abrirá mão da reeleição para poder implementar as medidas impopulares. A perspectiva é de que ocorra uma nova avalanche de ataques aos trabalhadores dando continuidade e aprofundando o que Dilma já vinha fazendo. Com a crise econômica mundial em que os recursos são escassos, ocorreu uma disputa entre frações da burguesia, relacionada ao controle do estado brasileiro, para gerenciar os negócios do capital. Como o governo de coalizão liderado pelo PT apresentou sinais de esgotamento e dificuldades de manter o controle político no país, em meio à estratégia de conciliação de classes, insustentável em períodos de crise, a fração majoritária da burguesia optou por um governo que imponha medidas mais duras contra a classe, o recrudescimento das ações policiais, e o agravamento das desigualdades sociais, com ampliação das opressões e do conservadorismo, retirando direitos. O objetivo central dos defensores do impeachment foi a retomada do controle político, priorizando a manutenção do projeto neoliberal no país, que exclui milhares de pessoas na partilha dos bens gerados pelo capital, negando à população os seus direitos básicos de cidadania.

Os primeiros caminhos da ponte para o futuro de Temer já estão sinalizados. Com as velhas raposas da política brasileira, busca intensificar o preço que os trabalhadores terão de pagar para assegurar a prosperidade do grande capital. Note-se, inclusive, a total ausência de negros e de mulheres no primeiro escalão do novo Governo, numa clara demonstração dos valores que o mesmo possui. Temer conseguiu ser o primeiro presidente desde Ernesto Geisel (1974-1979), ainda na ditadura militar, a não incluir mulheres na Esplanada dos Ministérios. A elite econômica, branca e masculina, é que irá fazer o rateio do Estado brasileiro entre seus interesses particulares. Empresários, ruralistas, envolvidos na Lava Jato, são alguns dos perfis selecionados para o novo ministério. Fazer essa observação não significa que achamos que o ministério atual deveria trocar um ou outro nome, pois o consideramos ilegítimo e não temos a menor intenção de buscar qualquer unidade com o Governo de plantão, nem tampouco que a observação da diversidade seja o suficiente para mudar o caráter de classe de um governo. Demonstra apenas como a pauta conservadora irá buscar retroceder nas relações sociais, visando o aumento da desigualdade e da exploração.

Nas entrevistas do “novo governo”, três coisas são afirmadas todo o tempo: a necessidade de cortar gastos e rever alguns acordos do funcionalismo; a necessidade de implementar uma reforma da previdência, que desvincule os benefícios do salário mínimo e amplie a idade mínima para a aposentadoria; e a intenção de radicalizar as concessões, PPP’s e a privatização do restante do estado brasileiro. O ministro da Fazenda do governo Temer, Henrique Meirelles, afirmou no último dia 13, em seu primeiro pronunciamento e entrevista coletiva no cargo, debatendo a reforma da previdência, que o conceito de direito adquirido não está acima da Constituição. “A ideia é que se respeitem direitos claramente adquiridos, embora seja importante dizer que direitos adquiridos não prevalecem sobre a Constituição”. Assim, poderia se alterar direitos adquiridos alterando-se a Constituição. Para ele, a reforma da Previdência é uma das prioridades do governo Temer, e a proposta pode criar uma nova idade mínima para a aposentadoria.  “Sim, haverá uma idade mínima de aposentadoria. O que estamos estudando é exatamente quais as regras de transição”, disse Meireles. Ele também reiterou que os programas sociais, como Bolsa Família, serão mantidos. “Não há dúvida. Os programas sociais representam uma parte menor nos gastos do governo”, afirmou. Isto é algo que já demonstrávamos anteriormente, a partir dos dados orçamentários divulgados pela auditoria cidadã da dívida.

Temer fez seu primeiro pronunciamento no cargo no último dia 12, defendendo as parcerias público-privadas como forma de combater a crise econômica do país, onde as empresas poderão explorar os serviços por um período longo, definido em contrato. “Quero incentivar de maneira significativa as parcerias público-privadas, para gerar empregos no país. O Estado não pode tudo fazer. Depende dos setores produtivos “, afirmou. Já Romero Jucá, do Planejamento, avalia a revisão dos acordos salariais, pois as prioridades aos serviços dos juros da dívida serão asseguradas mais uma vez.

A LUTA DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NESTA CONJUNTURA

 Neste quadro, encontra-se no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) decorrente de nossa última greve, com a revisão das tabelas salariais ainda ameaçada, ao mesmo tempo em que encerramos o Governo Dilma denunciando a ruptura do termo de acordo, com o não encaminhamento pelo MEC e MPOG de todos os pontos que deveriam ser encaminhados em até 180 dias, de baixo impacto econômico e possível de ser efetivado por MP’s, portarias e orientações normativas. Também não foram efetivados os editais para o processo de qualificação (graduação e especialização) para os TAES.

Na Saúde temos agora um ministro que defende o fim da universalidade do SUS, e à frente do MEC, Mendonça Filho (DEM), um aliado do ensino privado em nosso país, e integrante do partido que tentou derrubar no STF as cotas raciais. É o retorno do antigo PFL a esse ministério, e seu anseio de elitizar e restringir o acesso à educação pública superior. Precisamos reforçar a mobilização em nossa categoria, pois o quadro que se avizinha no próximo período é de maiores ataques ao caráter público do ensino superior, implantação de OS’s, retrocesso em qualquer processo de democratização das gestões, entre outros ataques, e que demandam de nossa parte intensificar as ações com outros setores, em especial já no 2º Encontro Nacional de Educação, em que debateremos nossas estratégias de resistência com os outros segmentos da comunidade educacional. Essas ações deverão se apoiar também no esforço de articular, com outros setores do funcionalismo federal e das três esferas, as ações e calendários que serão desenvolvidos no próximo período.

A Direção da FASUBRA propõe o Fora Temer como balizador de nossa denúncia e luta em contraposição ao projeto neoliberal e reacionário em curso. Não aceitamos o processo de ataque aos trabalhadores e de desmonte do Estado brasileiro, e muito menos diante de um governo ilegítimo como o que acaba de assumir. Assim, nossos materiais de divulgação e nossa ação de articulação com outros movimentos sociais levará em conta essa estratégia. Essa ação não significa que não iremos defender a manutenção de nosso acordo de greve.  A defesa da Educação e Saúde Públicas, a democratização e o caráter social nas gestões, e os direitos dos trabalhadores são bandeiras de lutas históricas e prioritárias da FASUBRA. Participaremos de reuniões que tenham essa pauta na discussão, assim como fizemos nas reuniões durante o Fora Collor e o Fora FHC, mas deixando claro o antagonismo de nossos projetos, e a intenção de defender nossos interesses sem qualquer conciliação de classes. Isso diferencia uma reunião em que cobraremos, por exemplo, o cumprimento de nosso acordo de greve, de uma reunião como a chamada por Temer com as centrais sindicais, cujo objetivo é a conciliação e a sustentação do projeto das elites.

Nessa reunião convocada por Temer para explicar as supostas necessidades da reforma da previdência, a Força Sindical já se dispõe a sentar para usar de retórica e deixar o ataque passar. Para o Paulinho, controlador dessa central, diante do pacto proposto, ele encena contrariedade com a reforma, e propõe entregar só os novos trabalhadores para as novas regras, onde terão de trabalhar muitos mais anos para assegurar a riqueza dos capitalistas, novos trabalhadores esses que são os nossos filhos.

MOBILIZAÇÃO E UNIDADE DOS TRABALHADORES PARA RESISTIR AOS ATAQUES

A FASUBRA conclama a unidade e a mobilização da categoria que representa, na certeza de que é essencial seguir na luta contra a retirada de direitos e contra os ataques aos trabalhadores. Destaca-se entre estes os posicionamentos contrários à lei antiterrorismo que pune movimentos sociais; as privatizações, as OS’s, a reforma da previdência, com o ataque em especial contra as mulheres; o projeto de lei que permite congelar salário de servidores públicos, cancelar reajustes, suspender concursos, estabelecer programa de demissões (PDV), suspender reajuste do salário mínimo; o veto à auditoria da dívida pública, entre tantas outras medidas.

A tarefa dos trabalhadores e trabalhadoras é de construir uma alternativa que possa viabilizar um programa de interesse de nossa classe, defendendo o fim desse governo neoliberal e ilegítimo, e organizar a luta contra os ataques aos direitos sociais.

# A FASUBRA buscará articulação de centrais sindicais em torno de uma plataforma e agenda comum de luta contra Temer e todas as ações contrárias aos interesses de nossa classe.

# A FASUBRA atuará na agenda da luta contra o Projeto de Lei 257/2016, convocada pelo Fórum dos Servidores Públicos Federal (FONASEFE), desenvolvendo ações no Congresso em resistência ao PL, em conjunto com outras entidades.

# A FASUBRA buscará organizar ações articuladas com o setor municipal e estadual que são os primeiros alvos desse PL.

Como parte de nosso calendário, destacamos os dias 13 a 15 junho, com a realização de reunião da Direção Nacional da FASUBRA Sindical para aprofundar a definição de ações e de nossa política diante do quadro de crise política e econômica; 16 a 18 junho, com a realização do  II Encontro Nacional de Educação (II ENE) em Brasília-DF; e nos dias 19 e 20 junho, com a plenária nacional da FASUBRA, onde debateremos o processo de acúmulo da discussão e as medidas de resistência diante da conjuntura, para realinhamento de nosso Plano de Lutas.

FORA TEMER – PELOS DIREITOS DOS TRABALHADOR@S – FASUBRA NA LUTA

18
maio
2016
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Semana de profissão humanitária tem a presença e apoio do sindicato

enfermagem5 enfermagem6A atual direção do sindicato luta pela carreira de seus filiados e valoriza todas as profissões de sua base. Com este compromisso de luta e companheirismo, o SISTA/MS participa, por intermédio de seu coordenador de Administração e Finanças, Gustavo de Souza Ferreira (Guga), da Semana da Enfermagem 2016 na UFMS. Diversas atividades foram programadas para marcar o evento, incluindo aspectos técnicos da profissão e também homenagens aos profissionais que dedicaram uma vida para cuidar de outras.IMG-20160518-WA0002[1] IMG-20160518-WA0019[1]Além da programação alusiva à profissão, o evento também tem alcance social. Os participantes contribuíram com produtos de higiene pessoal para o Asilo São João Bosco, o principal lar de idosos da capital. IMG-20160518-WA0026[1] IMG-20160518-WA0031[1]As atividades da Semana da Enfermagem 2016 da UFMS foi iniciada no dia 11 de maio, com previsão de encerramento no dia 19. Neste período, diversas atividades foram programadas para marcar a semana, entre elas palestras técnicas abordando temas pertinentes ao cotidiano destes profissionais da saúde. Houve também sorteio de brindes aos participantes do evento.IMG-20160518-WA0015[1] IMG-20160518-WA0017[1]Além da abordagem dos temas técnicos, o evento também abriu espaço em sua agenda para o reconhecimento profissional de pessoas que atuaram por muitos anos na área. A semana homenageou profissionais aposentados da Enfermagem na UFMS, provocando muita emoção nos homenageados e nos demais participantes.IMG-20160518-WA0013[1] IMG-20160518-WA0014[1]Para Guga Ferreira, técnico de enfermagem e diretor do sindicato, o evento cumpriu com seus objetivos, pois envolveu profissionais para discutir temas da carreira, ao mesmo tempo em que reconheceu o trabalho daqueles que não estão mais na ativa.IMG-20160518-WA0033[1]IMG-20160518-WA0012[1]“Nossa profissão presta um trabalho relevante para a sociedade, que é cuidar da vida e da saúde das pessoas, função que orgulha todos que militam nesta área”, enfatiza o dirigente do SISTA/MS. IMG-20160518-WA0016[1] IMG-20160518-WA0018[1]

 

 

17
maio
2016
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17 de maio – Dia Internacional de Combate à Homofobia

Para Borrilo, a homofobia posiciona o indivíduo à distância, “fora do universo comum dos humanos”

Para Borrilo, a homofobia posiciona o indivíduo à distância, “fora do universo comum dos humanos”

A campanha Nacional Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT) da FASUBRA Sindical continua pela “Unidade na Diversidade”. Neste dia 17 de maio, a Federação destaca a importância na luta contra todo e qualquer tipo de preconceito e aversão àqueles que escolheram assumir sua sexualidade.

Principalmente no ambiente de trabalho, a luta permanece pelo respeito à dignidade da pessoa humana. Assim como em qualquer outro ambiente, no serviço público também existem pessoas com diferentes orientações sexuais, que merecem  todo o respeito, sendo um fator primordial para uma boa convivência na diversidade do espaço do trabalho..

A FASUBRA reforça que ações de assédio, humilhação e agressões não justificam comportamentos que ferem os direitos de cada indivíduo. O diálogo deve apontar o caminho para que haja inclusão, tolerância e entendimento.

Os espaços sociais e sindicais devem pautar o respeito aos companheiros de orientação homossexual, buscando a efetividade dos mesmos direitos conquistados por cada cidadão em luta por direitos humanos básicos elementares e essenciais.

Opressão

O intelectual argentino Daniel Borrilo, autor do livro “Homofobia – História e crítica de um preconceito” (2010) considera a homofobia uma manifestação arbitrária que consiste em colocar o outro em um papel como contrário, inferior ou anormal. Para Borrilo, a homofobia posiciona o indivíduo à distância, “fora do universo comum dos humanos”.

Na realidade cotidiana, pessoas de orientação homossexual sofrem diante da opressão daqueles que os consideram “diferentes”. Uma contradição às leis do Brasil e à Declaração Universal dos Direitos Humanos fundamentada na liberdade, justiça e paz no mundo. Esta carta universal considera que o desprezo e o desrespeito pelos direitos da pessoa humana resultam em atos bárbaros.

Violação

De acordo com o Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil de 2012, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, foram registradas 9.982 violações relacionadas à população LGBTT, envolvendo 4.851 vítimas.

A homofobia não deve ser maior que a pessoa humana!

FASUBRA Sindical – Unidade na diversidade

16
maio
2016
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VII Encontro dos Motoristas oficiais acontece em junho, em Goiânia

Os trabalhadores discutirão assuntos relacionados à carreira, condições de trabalho e questões relacionadas ao movimento sindical

Os trabalhadores discutirão assuntos relacionados à carreira, condições de trabalho e questões relacionadas ao movimento sindical

De 09 a 11 de junho acontece em Goiânia-GO o 7º Encontro Nacional de Motoristas Oficiais das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) e Institutos Federais (IF).

O evento será realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (SINT-IFESgo) com apoio da FASUBRA Sindical e Universidade Federal de Goiás (UFG).

Nos três dias os trabalhadores discutirão assuntos relacionados à carreira, condições de trabalho e questões relacionadas ao movimento sindical. O encontro será realizado na Chácara Samambaia (Rua 01, Jardim Samambaia, Goiânia-GO).

PROGRAMAÇÃO

13
maio
2016
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Perícia da UFMS passa solicitar informações ao médico-assistente

A solicitação de informações ao médico-assistente, um procedimento que não era exigido antes na UFMS, passou a ser utilizado pelo SIASS, que é o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor(DIAS/CAS/PROGEP). Com isso, o trabalhador que apresentar o atestado por afastamento do trabalho terá que aguardar e autorizar que a pericia médica da universidade solicite informações ao profissional que emitiu a necessidade da ausência na atividade laboral.Solicitação de Informações ao Médico-Assistente0001 Solicitação de Informações ao Médico-Assistente0002

A direção do sindicato está acompanhando esta mudança de procedimento, bem como as reações de seus filiados. A entidade está vigilante e, se houver necessidade, vai acionar sua assessoria jurídica caso a medida cause danos à saúde e bem estar dos trabalhadores.